quinta-feira, 9 de maio de 2019

CAMINHADA



Por: Mércia Lúcia de Melo Neves Chade
MEDICINA DO TRABALHO

No começo
Pés no chão
Devagarinho
Levanto um
Depois o outro
Vou pra frente
Sempre em frente
Indiferente
Inclemente
Como um demente

AMOR VERDADEIRO



Por: Mélida Francisca Velasco Cassanello
CARDIOLOGIA

Teu alento é o alento das flores
Teu olhar profundo, o esplendor do dia
Tua voz, o soneto da harmonia
E tua cor é a cor da rosa
Teu amor cheio de vida e esperança
Esperança de amor e ilusões
Amor que cresce dentro de mim
Como crescem as flores na primavera.



PORTA AUTOMÁTICA



Por Helio Begliomini
UROLOGIA

Embora corriqueiro num aeroporto internacional, o vaivém de pessoas e a pressa modulada pela ansiedade parecem fazer ignorar singelos pormenores que diuturnamente se sucedem em suas dependências. Não me refiro ao bailar da decolagem e aterrissagem das aeronaves... a monotonia dos check-in de passageiros... aos guturais anúncios das partidas e chegadas dos voos pronunciados sucessivamente em português, espanhol e inglês... a radioscopia das bagagens pela polícia federal ou mesmo a espera dos pertences que giram sobre uma incansável esteira rolante.
Uma simples porta de alumínio envidraçada, que se abria automaticamente com sensores de aproximação e se fechava após a saída dos recém-egressos que por ela passava, dava asas a minha imaginação. Ela era de mão única. Não servia como entrada, apenas para saída. Por ela atravessavam semblantes alegres, pensativos, preocupados, fatigados, sérios e descontraídos.
Utilizando roupas sociais, esportivas ou mesmo exóticas, os esperados desfilavam de permeio a uma plateia restrita, ansiosa e ao mesmo tempo eufórica, que se aglomerava e se modificava paulatinamente.
Vez por outra, cartazetes se elevavam facilitando a identificação de desconhecidos. Tampouco faltavam faixas amáveis dirigidas a entes queridos acompanhadas de calorosas torcidas.
O tempo parece não passar quando se anseia reencontrar um familiar, sobretudo se trata-se de um filho que ousou morar fora do país com uma família desconhecida, a pretexto de obter maior experiência pessoal e conhecimento de outro vernáculo.
A porta persistia incansavelmente no seu inexorável ritmo: abrindo e fechando. A plateia continuava se transformando a medida que de lá de dentro saiam pessoas esperadas. E a presença de familiares ora atenuava, ora acentuava a tensão compartilhada na contundente espera.
E a cada movimento automático uma expectativa. E a cada golfada de passageiros, sonhos eram saciados e temores desfeitos por outros espectadores. De chofre, entre os vaivém, ei-lo que surge, tal qual uma miragem no deserto que se materializava a medida que se ia abraçando-o, beijando-o e apertando-o, trocando assim muito calor entre nossos corpos. A espera foi tão longa quanto uma eternidade, e a chegada tão fugaz quanto a satisfação de um prazer.
De costas aos espectadores em passos firmes de retirada, a porta continuava abrindo e fechando. Com ela alternava-se a plateia para o mesmo espetáculo e na mesma ribalta. Ressurgiam expectativas, e novas ansiedades eram desfeitas. Tudo ao sabor hipnótico de um simples vaivém de uma porta automática.


ADORÁVEL GRANDALHONA



Por: Carlos Augusto Ferreira Galvão
PSIQUIATRIA

São Paulo, Brasil, trabalho, sonho, prazer
Teu duro abraço cheio de calor
Teu áspero beijo cheio de glamour
Soam para mim como linda flor
Dando linhas e cores para meu viver.

Procurei-me em ti, com tua ajuda,
Achei-me em tua colossal estrutura
Que aperta, faz nascer... Transmuda
Hoje és colo, refúgio, minha armadura.

Ah São Paulo meu destino
Num dia tua força me devora
Noutro me fazes feliz, menino
Jamais poderei sair, ir embora.

NA ESTRADA DA VIDA



Por: José Francisco Ferraz Luz
DIREITO

A orfandade dos adultos se equipara a uma estrada interrompida.
Não temos a quem pedir informação; não temos mais gasolina para voltar; ficarmos onde estamos vai anoitecer; precisamos continuar enfrentando todas as dificuldades para prosseguirmos a nossa caminhada com as próprias pernas. Só o tempo dirá quando chegaremos ao nosso destino, se fizermos a nossa parte na solução da caminhada. Precisamos cuidar dos nossos passageiros, resguardando nosso carro na estrada.
Alertados aos imprevistos que podem acontecer nos protegemos das adversidades. Nossas conversas já não são de aventura, mas de solução dos reveses no caminhar. Muitos desentendimentos ocorrerão em face da trajetória no por vir. Se calado não suportarei ouvir, ao falar não serei escutado, todos querem a solução imediata sem saber solucioná-las. Por fim atravessamos o obstáculo, cada qual com a sua bagagem, procurando o seu caminho para chegar ao seu destino conforme a sua perspicaz, recebendo o seu quinhão, herança do seu destino.
Esta realidade tão projetada no filme da vida, já teve recorde de assistência nos cinemas, sem nos darmos conta da duração da sua exibição saiu transformada pela mensagem do roteirista, sem o conhece-lo, porém de admirá-lo pela genialidade da sua autoria. 

AMPULHETA SEM FIM



Por Sérgio Gemignani
PSIQUIATRIA

Como uma ampulheta sem fim,
Sinto a vida escoando,
Em cada grão que cai,
Em cada minuto que passa.

Sinto-me como se fosse cada grão
Que passa pelo estreito canal,
Que já viveu seu momento,
Seu aperto, seu escorregão,
Seu longo voo de alguns instantes,
Fazendo parte de uma vida.

No início as quedas eram duras,
As distâncias percorridas eram maiores
Até se atingirem os objetivos,
Mas a cada etapa vencida
Mais curtos se tornavam.

Não sei quantos grãos ainda restam,
Nem quantos já passaram eu pude contar.

Não vejo um final no tempo,
Que parece se escoar em outro canal,
Num outro momento.

Outros são os grãos também,
E, no entanto, carregam de mim,
Que não termina.

O movimento permanece,
A energia e até o pensamento.

A vida continua mesmo quando acabei de passar,
E, como eu, outros já passaram.

Como uma ampulheta sem fim.



CRIANÇA: SEU RECADO PARA O FUTURO



Por Roberto Antônio Aniche
ORTOPEDIA

Eu pergunto: que recado você quer deixar para o futuro? Claro que um bom recado: uma criança que cresça, estude, seja um cidadão de bem. Acredito que todo pai e toda mãe deseje que seu filho ou sua filha seja melhor do que eles mesmos. Acredito que todo pai e toda mãe que ama seus filhos se preocupe muito quando eles saem de casa, vão para a escola, ou quando estão crescidinhos e vão para a tal da "balada", e muitas vezes não dormem enquanto não voltam.
O primeiro remédio desta receita começa em casa. Se a escola ensina português, matemática, geografia, então os pais devem ensinar a honestidade, a honra, o respeito e a moral para que seus filhos sejam verdadeiros cidadãos e cidadãs. Jogar esta tarefa para os professores é no mínimo temerário, pois se criar um filho já é difícil, quanto mais ter quarenta deles dentro da sala de aula.
O segundo remédio é viver plenamente amando os filhos. Isto significa que ao menos uma refeição no dia deve ser feita em família e sempre com conversas agradáveis. Discussão no jantar leva a indigestão e a noite mal dormida. Mas se só podemos dar a que temos, porque então não dar amor aos filhos? Ou não temos amor para dar? Por que não dar um bom dia com um sorriso, porque não beijar e abraçar os filhos? Afinal, não importa a idade, eles sempre serão nossos filhos!
Além da refeição porque não assistir a um filme juntos? Que filme? Sem violências! Não é interessante assistir programas que mostram prostituição, infidelidade, roubo, sexo, drogas. Lembramos que os iguais atraem iguais e isto é ruim para todos. Porque no estudar junto com eles? Se não quisermos filhos ruins como os filhos dos outros que estão presentes nos noticiários policiais temos que criá-los de maneira saudável e amorosa. Temos que ensiná-los que dizer não às coisas imprestáveis da vida e sim às boas coisas é parte do aprendizado da vida. Ensinar que se meter em encrencas não é ser homem, é ser otário e vergonhoso. Ensinar que dizer não é um ato de coragem!
Respeitar o próximo é ensinar ao menino que não se bate em menina, que não se agride professores, que no se grita com os irmãos ou mesmo com os pais e mães. Ensinar que não se rouba, não se mata, não se maltrata animais, que família é bom e melhor do que os amigos das ruas.
Se você criou um filho sem amor, sem ensinar valores morais, honestidade, compaixão, humildade, então você sabe que criou o monstro que tem dentro de casa e nem quer imaginar a que ele faz nas ruas. Eu termino meu comentário com uma cena grotesca e uma pergunta extremamente dolorosa, mas importante: Imagine seu filho morto. O mundo seria melhor ou pior sem ele?




quinta-feira, 2 de maio de 2019

O BANDEIRANTE nº 318 - MAIO 2019


O BANDEIRANTE - edição 318 - Maio de 2019

Editorial: 

Sobrames: 54 anos

Dia 23 de abril marca o aniversário da fundação da SOBRAMES que desde o início agrega médicos escritores, mas que também acolhe outras categorias profissionais
interessadas em literatura.
Com seus 54 anos, ela é jovem e ainda vislumbra novos horizontes com seus versos e prosas. Mas com a ação implacável do tempo, é natural constatarmos que seus filiados estão envelhecendo. Nestes últimos anos lamentamos as perdas de ícones de algumas regionais, incluindo o recém falecimento do Dr. José Jucovsky, membro benemérito da SOBRAMES SP. O que nos conforta é saber que ele, assim como outros queridos sobramistas, continuam presentes por meio das lembranças e dos textos contidos nos livros individuais, além das Antologias, Coletâneas e Anais representativos das Jornadas e dos Congressos.
Assim, muitas regionais compreendem a importância de resgatar a memória dos seus múltiplos talentos, acompanhada do empenho para incluir novos filiados, promovendo eventos e concursos que auxiliam a divulgar a SOBRAMES.
Em agosto iremos conhecer os vencedores da II Intermed Literária Paulista, concurso que visa estimular a produção literária entre os estudantes de Medicina.
Sim! Faz-se necessário agregar novos filiados, mas sem esquecer que também é fundamental fortalecer as ligações fraternas entre todas as regionais.
E esperamos que as Jornadas programadas para agosto na capital paulista possam contribuir para os objetivos de confraternização, com prosperidade e harmonia.
Viva SOBRAMES !

Márcia Etelli Coelho
Presidente da Sobrames-SP

Leia a edição completa clicando no link a seguir:
O BANDEIRANTE - MAIO 2019

quinta-feira, 11 de abril de 2019

SENSAÇÕES



Por: Aida Lúcia Pullin Dal Sasso Begliomini
ENGENHARIA

Vejo seu corpo nu
Dorme envolto por coloridos lençóis,
Seus olhos estão cerrados,
Seu semblante é calmo,
Acho que sonha.
Sua respiração é cadenciada,
Sua boca entreaberta,
Deixa transparecer alvos dentes,
Esboçando um sorriso satisfeito,
Saciado o desejo.
Suas mãos repousam,
Apoiadas no travesseiro,
Mãos hábeis e ternas,
Capazes de percorrer sinuosos caminhos,
Sentindo e produzindo sensações.
Meu corpo ainda a pouco,
Unido ao seu estava,
Agora sentada na cama,
Vejo e sinto seu cheiro,
Deixo-me levar em devaneios,
Ao seu lado me aconchego,
Relaxo e adormeço.

DO AZUL E DOS SONHOS



Por Alitta Guimarães Costa Reis
PSIQUIATRIA

Quando acordou, os seios cheios de sol,
sonhava com aflições, perdas e dores.
E devia ser assim, todas as noites,
pois, pela manhã, o rosto já dizia.
Sem queixas, sem remédio, sem compaixão,
para onde correr, contra o que lutar?
Para imaginar, tinha o resto do dia...
sabia do risco de ir muito fundo.
Fechou os olhos e se ajeitou na cama.
De repente, entrou no azul profundo.
Tudo ficou profundamente azul.
E do azul teceu-se uma paz completa,
inventando o amor em doce regaço,
pura música, em ouro, em cristais...
puro prazer de barco livre do cais,
ocupando todo o tempo e todo o espaço.
Por ironia, acordou. Sonhos malvados!
Emergiu bruscamente do mundo azul,
aterrissou em seus lençóis amassados,
retornou de chofre àquela manhã
absurdamente real e luminosa.
O sol já ardia um pouco em sua pele.
O azul bonito, cheirando a infinito,
se esvaíra. Por ter criado contraste,
o sonho fora mais cruel que os outros.
Teria todo dia para lembrar
que havia perdido o que era seu,
de direito: paz profunda e amor perfeito.

ATROCIDADES DO MUNDO



Por Mario Nilton Pinto Werneck
CARDIOLOGIA

Vemos nos dias que correm
As mesmas práticas políticas
De rapinagem e corrupção
Que acompanham o homem desde sempre.

Só promessas de dignificação,
Nada mais do que promessas.
As atitudes provam a mesmice:
Nada de novo no front

Assisto barbarizado,
Infeliz, desapontado
E descrente do ser humano
Por seu total despudor.

E a grande massa,
O povo despreparado,
Até para viver,
Continua ingênua
e despudoradamente enganado.

Primeiro, por não ter base na vida
Para viver
E depois, por não ter a própria vida
Por viver
E ser joguete dos poucos
Que são detentores do poder.

E como tal,
Tomam em suas mãos
O poder de forma atroz
A vida do mundo...

SERÁ QUE TE MANDO FLORES?


Por Walter Whitton Harris
ORTOPEDIA

Será que te mando flores
Juntamente co'um pequeno cartão
Ou preferes que te remeta apenas
Uma fatia de meu coração?

Essa dúvida cruel me assola
Desde o instante em que te vi,
Apaixonei-me por teus lindos olhos
Ao ficar bem perto de ti.

Meu desejo é incontrolável,
Não sei mais o que fazer
Pois vivo cada momento
Apenas para te rever.

Tu me deste um beijo gostoso
Vindo da pura inocência do teu ser
Depois me abraçaste, carinhosa
Que só me fez enlouquecer.

Passamos juntos momentos fugazes;
Quero voltar a segurar-te a mão,
Ficar de novo a teu lado
E dizer-te o que sinto no coração:

Tu és tão linda, Mulher!
Nos meus sonhos, de rara beleza
Beijar teus lábios rosados
Quero agora, com muita certeza.

Será, então, que te mando flores
Ou esse poema que fiz aqui?
A saudade que me oprime o peito
É do amor que nutro por ti.

QUANDO EXPLODE O AMOR



Por José Jucovsky
IN MEMORIAM

Desperta na ventura do primeiro amor
Olhares que aprisionam sentimentos
Lampejos que irradiam exuberante ardor
Irresistível encanto de ternos pensamentos!

Secretas poéticas românticas paixões
Entoam aos céus imaginaria magia
Utópica fuga em cascata de emoções
De mãos dadas num vasto mar de fantasia!

Audazes infindos afagos iluminados
Arco-íris de corações apaixonados
Tinge de rubro angelical sorriso...

Aninhado idílico sonho amoroso
Vive em êxtase triunfante, glorioso,
Sussurra versos no afortunado paraíso.

A IDADE PESA



Por: Evandro Guimarães Sousa
PNEUMOLOGIA

Há alguns dias, logo após uma reunião científica, eu conversava com uma aluna do curso de pós-graduação sobre seu projeto de pesquisa. O bate-papo estava muito interessante, pois esta aluna é muito inteligente, dedicada, educada e, além do mais, linda e charmosa. Depois de algum tempo que conversávamos, apareceu um jovem vestindo uma jaqueta com o emblema da Universidade e usando um crachá da mesma instituição. Aproximou-se, não disse patavina e entregou-me um impresso. Curioso, abri o papel dobrado e surpreso verifiquei que se tratava de um convite para participação em um programa de atividade física para idosos promovido por esta Universidade. 
Confesso que fiquei desconcertado na presença da aluna, que ao tomar conhecimento do que se tratava, tentou manter o ritmo da conversa, porém com aquela expressão de quem está louca para cair na risada! Pedi licença, informando que tinha outro compromisso e tratei de safar-me rapidinho daquela situação.
Mais adiante pensei com meus botões. Será que ele me entregou o papel porque tenho ainda alguns cabelos brancos ou foi só para acabar com o meu entusiasmo por estar conversando com a pós-graduanda?
Resolvi ler tudo o que estava escrito. Tratava-se de um programa de treinamento físico para avaliar o efeito do exercício relacionado com o sono, a memória e a capacidade funcional. Muito interessante, pois eu tenho mais de 60 anos e, de acordo com o Estatuto do Idoso, poderia ser beneficiado pelo projeto. Além do mais, não haveria nenhum custo aos participantes. Excelente! Eu já estava entusiasmado, pois não posso acrescentar nenhuma despesa adicional aos meus gastos mensais.
Outro requisito para ser selecionado, era o de não praticar exercícios físicos regularmente. Exatamente o meu caso, considerando que muito raramente pratico uma caminhada!
O voluntário não poderia ser portador de nenhuma doença crônica. Vou me matricular, já que só tenho um discreto problema com algumas juntas que insistem em permanecer endurecidas durante o período da manhã. No entanto, a minha pressão arterial está perfeitamente controlada.
Outro item: o candidato devia ser do sexo masculino. A vaga é minha, exclamei feliz da vida! Entretanto, fui fulminado pela última exigência, pois o indivíduo deveria ter idade igual ou superior a 65 anos.
Que decepção! Eu integro aquele grupo etário que é considerado como idoso, porém não posso receber as benesses daqueles com 65 anos de idade. Não posso me candidatar a uma vaga no referido projeto e nem receber o passe livre do transporte urbano!
Inconformado com esta situação fui buscar auxílio no dicionário e verifiquei, a contragosto que, idoso é um indivíduo com muita idade, um velho! Esta descoberta não me trouxe nenhum alívio, muito pelo contrário, piorou muito o meu estado de ânimo.
Resolvi então apelar para o Estatuto do Idoso que determina no artigo 10º, inciso IV: é de responsabilidade do Estado e da sociedade assegurar à pessoa idosa a prática de esportes e de diversões. De posse desta legislação, fui até o endereço indicado, onde uma simpática secretária explicou que se tratava de um projeto de pesquisa envolvendo este grupo etário. Portanto, sem nenhuma infração ao já citado estatuto do idoso.
Retornei para casa muito abatido, com o moral baixo. De repente tive uma idéia brilhante, quem sabe a instituição não criaria um programa de treinamento físico para atender esta faixa etária intermediária.
Amanhã mesmo retorno ao Departamento sugerindo esta nova proposta. Já tenho até o nome na ponta da língua: Programa de Atividade Física para Idosos Juniores, isto é, um treinamento reservado para os adolescentes da terceira idade, abrangendo os colegas com 60 a 64 anos, 11 meses e 29 dias de vida!


terça-feira, 2 de abril de 2019

O BANDEIRANTE - nº 317 - ABRIL 2019


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O BANDEIRANTE - edição 317 - Abril de 2019

Editorial: 


Um importante cinquentenário


Em 1939 o Dr. Eurico Branco Ribeiro fundava o Sanatório São Lucas, no bairro da Liberdade em São Paulo. Na época ele, talvez, não imaginava que tempos depois o local seria a sede da SBEM -  Sociedade Brasileira de Escritores Médicos que ele próprio fundaria e que a partir de 1979 passou a denominar-se SOBRAMES Sociedade Brasileira de Médicos Escritores.
O Sanatório objetivava uma assistência mais humanitária aos doentes e um pólo de aperfeiçoamento para os médicos. A palavra sanatório referia-se ao ato de sanar, sarar, recuperar a saúde. E o nome São Lucas foi lembrado por ser o patrono dos médicos.
A partir de então, o Dr. Eurico começou a se interessar pela história da vida desse evangelista, iniciando uma ampla pesquisa que duraria 30 anos até a publicação de sua coletânea “Médico, Santo e Pintor” em 1969. Uma tarefa incessante que exigiu do Dr. Eurico muitas viagens, leituras, correspondências, intercâmbio, numa época em que ainda não havia a internet.
Essa dedicação nos faz pensar no quanto é importante ter um ideal que nos abrace e nos faça lembrar que a vida pode ser muito mais do que a luta pela sobrevivência.
Ao se comemorar o cinquentenário da edição do “Médico, Santo e Pintor” a SOBRAMES se prepara para uma Jornada que visa propagar os ideais de harmonia, confra-ternização e incentivo literário.
Que a chama sobramista iniciada pelo Dr Eurico se mantenha acesa por muitos e muitos anos.     
Depende de nós!

Márcia Etelli Coelho
Presidente da Sobrames-SP

Leia a edição completa clicando no link a seguir:
O BANDEIRANTE - ABRIL 2019

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